|

Dia
20 de Janeiro, celebramos a Festa de nosso querido padroeiro São
Sebastião. Ele é uma figura heroica que morreu para
não renegar a fé em Jesus Cristo. Soldado imperial
de Narbona (Gália) ou de Milão, segundo Santo Ambrósio,
sofreu o martírio em Roma, em testemunho de sua fé
em Cristo, na época do Imperador Diocleciano. O culto popular
ininterrupto a ele prestado mostra o lugar de sua sepultura no cemitério
da antiga Via Ápia, nas catacumbas de São Sebastião.
A liturgia de Roma sempre lhe reservou um lugar privilegiado. A
iconografia retrata-o no martírio, crivado de flechas.
Pelas
suas chagas, foi invocado como protetor dos empesteados. Em 1565,
foi escolhido como padroeiro desta Cidade do Rio de Janeiro, por
seu fundador, Estácio de Sá. São Sebastião
é para nós um modelo de fé, coragem,
constância e disponibilidade no serviço de Deus e da
Igreja. Que ele proteja a Cidade, a Arquidiocese do Rio de Janeiro
e a Nossa Paróquia, a ele dedica- das, defendendo-nos da
violência, das epidemias, e alcançando-nos a graça
da firmeza na fé.
São Sebastião viveu nos primeiros séculos do
cristianismo. Prestou serviço militar em Milão, na
Itália. Por sua fidelidade e valor, foi nomeado Capitão
pelo Imperador Diocleciano. Na posição de chefe, aproveitava
para melhor confortar os cristãos quando denunciados ou condenados
à morte.
Diocleciano,
identificando Sebastião como verdadeiro cristão, o
detém e força-o a renegar sua fé. Sendo grande
a sua estima por Sebastião, tudo fez, através de promessas,
para que desistisse de sua fé cristã. De vontade inflexível,
não voltou atraz, sendo destituído da função
oficial, torturado, amarrado a uma árvore e alvejado com
flechas.
Resistindo à tortura que lhe fora imposta, sobrevive e, cheio
de coragem, manifesta ao imperador sua reprovação
pela violência praticada contra inocentes como eram os cristãos.
Essa atitude lhe custa a condenação à morte.
Veio a falecer no ano 303, entre tormentos, pauladas e boladas de
chumbo.
Na
tradição bi-milenar da Igreja, o culto aos santos
tem uma finalidade muito específica. Eles não são
adorados porque o único merecedor de nossa adoração
é Deus, na pessoa do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Mas, como não aproveitar da experiência pessoal e comunitária
de homens e mulheres (santos e santas) que de uma forma tão
radical fizeram sua adesão a Jesus Cristo e a seu projeto
de Reino, e que para isso muitos e muitas derramaram inocentemente
seu próprio sangue? Seria jogar fora uma riqueza maior que
o ouro e a prata: a riqueza da nossa fé. São Sebastião
e todos os Santos, nossos irmãos intercessores, são
para nós exemplos de seguimento e queremos imitá-los
para estarmos mais próximos de Deus e de seus ensinamento.
Pensando
atingir-nos em nossas DEVOÇÕES, um dos assuntos prediletos
dos nossos irmãos evangélicos, "crentes",
é dizer que nós católicos adoramos imagens
de santos, transgredindo assim, as leis de Deus. Vão sempre
ao mesmo ponto: "não farás para ti esculturas
nem figura nenhuma" (Êxodo 20,4). Porém se esquecem
de ler o texto por completo, que acrescenta: "não te
prostarás diante delas e não lhes prestarás
culto " ( Êxodo 20,5). E assim fica claro: são
proibidos esculturas e imagens a serem usadas como ídolos.
Fora este caso, o bom Deus apóia a arte e o sentimento. Logo
adiante em Êxodo 25,17-20 o mesmo Deus manda fazer querubins
de ouro, a serem colocados sobre a Arca! A seguir, em Êxodo
26,1 Deus ordena que "imagens" de querubins sejam bordadas
nas cortinas do Tabernáculo. E enfim, em Êxodo 37,9
Beseleel (artesão dotado de habilidades pelo Senhor) entrega
os dois querubins de ouro
encomendados.
O Antigo Testamento nos traz inúmeras figuras. Uma da mais
conhecidas está em Números 21,4-9, a serpente de bronze
usada por Moisés. Estes são alguns exemplos de como
as imagens e esculturas podem e devem ser usadas na evangelização.
Por isso, não é verdade o que dizem por aí. A
Igreja católica nunca fez das esculturas e imagens, ídolos
para adoração. Somente Deus é digno de adoração.
As imagens têm a importante função de nos lembrar
os exemplos deixados pelos santos e de nos levar até Deus.
( Texto fora de contexto vira pretexto). São Sebastião,
por sua fidelidade a Jesus Cristo é exemplo de vida para nós,
cristãos de hoje.
|