Os capuchinhos foram convidados em 1650 por D. João IV, primeiro Rei depois da restauração de Portugal, para descerem para o Rio de Janeiro, vindos da missão francesa da Bahia. Em 1659 já estavam estabelecidos na Ermida* da Conceição. Em 1700 encerrou-se a missão por desavenças entre os missionários franceses e o governo português.

          A segunda Missão Capuchinha, primeira Italiana, foi fundada por 2 missionários destinados à África, mas, por causa de ventos contrários vieram parar no Rio de Janeiro em 1720. Em 1829, também esta missão desapareceu por diversas causas externas e internas: carência de pessoal, supressão religiosa* na Europa, leis opressivas de Portugal, etc.

          A atual Província do Rio de Janeiro e Espírito Santo que tem como padroeira Nossa Senhora dos Anjos, vem da evolução histórica da 2ª Missão Italiana a partir de 1840. Esta missão oficial recebeu o Hospício* e Igreja do Morro do Castelo para sua sede, onde se estabeleceu em 18/08/1842. No final do século, o sistema de missão como os demais de todo o mundo estava em decadência, isto é, vinham frades de diversas províncias da ordem que tinham de submeter-
se a pelo menos três comandos: o Império, a Diocese e a Nunciatura Apostólica*, restando pouco elo com os superiores da Ordem Capuchinha. Em 1896, foi criada a missão regular do Rio de Janeiro confiada à Província de Siracusa, Sul da Itália.

O 1º grupo de missionários de Siracusa, chegou em 17/04/1897:


Frei Eugênio de Cômiso
Frei José de Castrogiovanni
Frei Francisco de Mascalucia
Frei Egídio de Mazzarino.

          Estes foram recebidos pelos 2 únicos frades no convento do Castelo: Frei Luiz de Piazza e Frei Gabriel de Barra. O ideal para superior seria Frei Fidélis de Ávola que havia conseguido que sua Província de Siracusa assumisse a missão. Porém falecera em 1896. Confiada a Frei Luiz de Piazza, a missão não conseguiu nenhum projeto. Por isso, os jovens sacerdotes assumiram encargos pessoais acompanhando o Bispo do Espírito Santo, alargando assim os horizontes da missão que encampou Rio, Minas e Espírito Santo. De 1904 em diante a Missão Regular desenvolveu-se com energia através de Frei Gaspar Zappulla de Módica, sendo apoiado pelo Prefeito Apostólico Frei Serafim de Gorízia e pelo superior do Morro do Castelo, Frei José de Castrogiovanni que publicou a primeira história da missão (NOTIZIE STORICHE DELLE MISSIONI CAPPUCCINE DI RIO DE JANEIRO - CATANIA, 1910).

          A partir de 1915, sendo superior regular Frei Gaspar Zappulla, progrediu a largos passos o trabalho de evangelização e implantação da presença capuchinha do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais. Em 1922, para comemoração da Independência do Brasil, foi demolido o Morro do Castelo, sob muitos protestos da Imprensa da Época, obrigando os frades capuchinhos a se mudarem para a residência provisória à Praça Saens Peña, até que pudessem construir a atual Igreja de São Sebastião, inaugurada em 15/08/1931, ainda inacabada.

          As chamadas Relíquias Históricas do Rio de Janeiro, confiadas oficialmente aos frades capuchinhos como guardiães são: Marco da Fundação da Cidade que se encontrava à frente da Igreja do Castelo, a Imagem de São Sebastião trazida por Estácio de Sá em 1530 e os Restos Mortais de Estácio de Sá. Estas Relíquias encontram-se dentro de nossa Igreja, substituída por outra Imagem do Padroeiro. Em junho de 1947 foi criada a Paróquia de São Sebastião dos Frades Capuchinhos, por ocasião dos 50 anos da missão regular que ocorrera em 1897. Desde então os trabalhos de evangelização caminham sob as bênçãos de Deus, num esquema pastoral simples, missionário, modesto, visando atender aos questionamentos do Santo Evangelho, aos sinais dos tempos, às diretrizes da Igreja e da Diocese.

Até hoje foram párocos:

Frei Jacinto de Palazzolo 1947 - 1954
Frei Cassiano de Vilarosa 1954 - 1957
Frei Vital André Ronconi 1957 - 1963
Frei Jamaria La Pilla de Sortino 1963 - 1969
Frei Elias Cuquetto 1969 - 1978
Frei Antônio Elizeu Zuqueto 1978 - 1980
Frei Sérgio Martins 1981 - 1984
Frei Laudelino Geraldo de Oliveira 1984 - 1986
Frei José Ubiratam Lopes 1987 - 1992
Frei Júlio Cézar Borges do Amaral 1993 - 1995
Frei Reimont Luiz Otoni S. Bárbara 1995 - 2002
Frei Paulo Roberto de Morais 2002 - 2003
Frei Luis Carlos Siqueira 2003 - 2004
Frei Reinaldo Ávila de Moura 2004 - 2007

Frei José William Correa de AraújO (Atual)